26/04: FICHA DA ANDORINHA-DAS-CHAMINÉS
Category: Fauna da Região
Posted by: adepa

A Andorinha-das-chaminés, Hirundo rustica, é uma pequena ave de corpo aerodinâmico, com um voo muito veloz, capaz de grandes acrobacias no ar para apanhar os insectos voadores de que se alimenta. Está muito associada aos ambientes rurais, embora também habite e procrie nas cidades. Todos conhecemos aquela afirmação de que as andorinhas anunciam a Primavera. Menos conhecido, embora também uma crença popular, é o dito que afirma que quando estas aves voam muito baixo, quase rente ao solo, não tardará a chover. De facto pode-se constatar que este facto não anda muito longe da verdade, talvez porque os insectos voadores pressintam a chuva e pousem.
IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
Mede entre 16 e 22 cm de comprimento e tem uma envergadura que ronda os 32 a 35 cm. Pesa cerca de 20 gramas. A parte superior do corpo é preta com reflexos azulados, a face e garganta são vermelhas e a parte inferior é creme (embora por vezes possa ser rosada) com as excepções do peito preto-azulado, das rémiges cinzentas e da cauda preta. Apresenta duas grandes guias caudais (maiores no macho do que na fêmea) e manchas brancas em cada lado da cauda bifurcada. As patas são pretas. O bico é preto, e é curto e fino, algo que nos indica o tipo de alimentação desta ave – insectívora. As asas são muito compridas, em relação ao tamanho do corpo, com um ângulo muito acentuado. Os juvenis distinguem-se dos adultos por não terem as guias caudais. É em geral gregária, mas na época de nidificação o par pode criar isoladamente ou em pequenas colónias. Podem ver-se grandes bandos na época da migração em fios de telefone ou em canaviais.
ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO E FACTORES DE AMEAÇA
Muito comum. O estatuto do Livro Vermelho das Aves de Portugal é de Pouco Preocupante.
Entre as principais ameaças: a poluição, nomeadamente a causada por insecticidas.
DISTRIBUIÇÃO, ABUNDÂNCIA E HABITAT
A Andorinha-das-chaminés é uma visitente estival de quase toda a Europa, exceptuando a Islândia e o Norte da Escandinávia. Grandes migradoras, chegam de África anunciando a Primavera. Voltam sempre ao mesmo ninho.
Habita jardins, campos, zonas de água doce e pântanos, normalmente associada ao homem, especialmente em aldeias e vilas, mas também aparece em cidades.
ALIMENTAÇÃO
O bico fino e estreito das andorinhas indica que a sua alimentação é do tipo insectívora. O seu corpo aerodinâmico permite-lhe que o seu voo seja muito veloz e acrobático perseguindo e apanhando insectos em pleno voo, que podem ser do tamanho de libélulas. Também bebe em voo, fazendo um voo rasante à superfície da água.
REPRODUÇÃO
O ninho é feito de lama e palha e é forrado com penas. Tem a forma de uma taça, e está normalmente associado a habitações humanas, nos beirais das casas ou no interior de celeiros e anexos, ou debaixo de pontes. Podem ocorrer duas ou três posturas entre Maio e Junho. A postura é de 4 ou5 ovos, brancos e sarapintados de vermelho. A incubação dura 14 a 16 dias, e geralmente só é efectuada pela fêmea. As crias nascem indefesas e penugentas. As jovens aves voam pela primeira vez ao fim de 17 a 24 dias. Na altura dos seus primeiros voos, as pequenas aves podem ser vista empoleiradas, lado a lado, em ramos ou canas, enquanto os progenitores as alimentam em voo, sem sequer pousarem.
Grande migradora, a Andorinha-das-chaminés chega de África no Início da Primavera (por vezes antes disso) e parte no final do Verão.
LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇÃO
O campo com edificações humanas, especialmente com águas paradas perto.
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